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Apenas um lembrete

  • Writer: Marina Tira
    Marina Tira
  • Oct 29, 2025
  • 2 min read

Os diferentes movimentos passageiros de um lugar ao outro e como o tempo pode influenciar a nossa perspectiva sobre o lugar que estamos


Eu e Lolô, uma das conexões puras, que me fez ver o lugar onde cresci sobre uma outra perspectiva e independente do tempo
Eu e Lolô, uma das conexões puras, que me fez ver o lugar onde cresci sobre uma outra perspectiva e independente do tempo

A vida é uma longa (ou curta) viagem (leia-se de passagem).


Quantas vezes esquecemos disso? Vivemos muitas vezes como se fôssemos imortais, e como se o tempo fosse determinado e preciso, contínuo. Mas a verdade é de que nada sabemos sobre o tempo que nos foi dado, vivemos um dia após o outro sem a certeza de que virá. Mas deixamos essa certeza de lado, e fingimos viver como se tivéssemos a segurança do amanhã. Damos importância à coisas irrelevantes, e nos ocupamos com problemas que nós mesmos criamos.


Viajar me fez permitir ver a vida de uma outra perspectiva, e isso dependeu muito do tempo em que estive em cada lugar. Quanto mais tempo, mais vínculos. Nós, seres humanos, somos dependentes desses vínculos, uns mais, outros menos, mas todos somos. Os vínculos nos transmitem a sensação de pertencimento ao lugar. Quando você começa a encontrar um trabalho (que te exige a ilusória sensação de se ver nele no futuro), criar uma nova rotina, fazer novas amizades e eventualmente se permitir amar ou se apaixonar, você estabelece uma conexão mais profunda com aquele lugar.



A minha reflexão aqui é simples e direta: muito além dos lugares, são as conexões que sentimos que fazem a diferença. A conexão pode ser com pessoas, animais, elementos da natureza ou até algo mais espiritual mesmo. O lance das pessoas é que muitas delas se perdem na ilusão criadas por elas mesmas, e isso é muito influenciado pelo tempo em que ela vive em cada lugar: a de que somos imortais, a de acreditar que os problemas são bem maiores do que de fato são, a de levar tudo tão à sério como se não houvesse finitude de nada. O movimento de um lugar ao outro nos lembra do que realmente somos feitos: de momentos passageiros, sejam eles breves ou não.

Portanto, aqui vai um lembrete precioso e extremamente valioso: somos finitos, impermanentes e mortais.

 
 
 

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